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Estratégias de precificação para aumentar o lucro no varejo

Luiz Inacio Dicas

Você já parou para pensar por que algumas lojas conseguem vender praticamente tudo que têm nas prateleiras, enquanto outras ficam com aquele estoque encalhado por meses? A resposta, muitas vezes, está em algo que pode parecer simples, mas que é uma verdadeira arte: a precificação. No varejo, precificar não é só colocar um número na etiqueta — é entender o cliente, o mercado, os custos e, claro, o lucro. Ah, e tem mais: é saber equilibrar tudo isso sem perder a cabeça e, principalmente, sem assustar o consumidor.

Então, se você está aí quebrando a cabeça para descobrir como aumentar o lucro sem perder a clientela, vem comigo que a conversa vai ficar boa. Vamos descomplicar as estratégias de precificação para o varejo, afinal, todo mundo quer vender mais e melhor, não é mesmo?

Por que a precificação é tão crucial no varejo?

Se você acha que preço é só uma questão de matemática, segura essa: precificar é uma mistura de ciência, arte e, pasme, até psicologia. É como ajustar o volume de uma música — se estiver muito alto, incomoda; se estiver baixo demais, ninguém escuta. No varejo, o preço certo faz o cliente sentir que está fazendo um bom negócio, sem que sua margem de lucro vá para o chão.

"Mas por que isso importa tanto?” você pode se perguntar. Simples: preço influencia diretamente o comportamento de compra. Um valor muito alto pode afastar, enquanto um preço baixo demais, apesar de atrair, pode comprometer a sustentabilidade do negócio. E não é só isso. Preço é sinônimo de percepção de valor. Já reparou que, às vezes, um produto mais caro transmite mais qualidade, mesmo que não haja tanta diferença assim?

Conheça seus custos: a base que ninguém pode ignorar

Antes de qualquer coisa, tem que saber onde o calo aperta. Custos fixos, variáveis, despesas operacionais — tudo isso compõe o preço mínimo que você pode cobrar para não trabalhar no vermelho. É tipo aquela receita de bolo: se esquecer um ingrediente, o sabor fica totalmente diferente.

É por isso que o famoso cálculo de preço de venda é tão importante. Ele vai te ajudar a colocar na ponta do lápis tudo o que entra e sai, para que o preço final cubra não só os custos, mas também garanta um lucro legal. Sabe de uma coisa? Muitos empresários simplesmente chutam o preço, e aí a conta não fecha no fim do mês — já viu isso acontecer?

Estratégias de precificação que funcionam no dia a dia

Agora que você já tem a base, bora para o que interessa: estratégias que realmente ajudam a aumentar o lucro sem espantar o cliente. Não existe fórmula mágica, mas algumas táticas são quase infalíveis.

1. Preço psicológico: o poder do "9” no final

Tá, isso não é novidade, mas será que você sabe por que funciona? Colocar R$ 19,99 em vez de R$ 20,00 faz o cérebro do consumidor perceber o preço como significativamente menor. É aquela velha história: o que está mais perto, 19 ou 20? A resposta é 19, e a mente humana é meio traquinas nessas contas rápidas.

Além disso, esse tipo de precificação cria uma sensação de urgência e oportunidade. Quer dizer, quem não gosta de sentir que está fazendo um bom negócio? Só cuidado para não exagerar e parecer que o preço está sempre caindo — isso pode desvalorizar seu produto.

2. Preço por pacote: venda mais com combos

Já pensou em juntar produtos que combinam e oferecer um preço especial para o combo? Isso é uma jogada esperta para aumentar o ticket médio e, de quebra, ajudar a girar o estoque. Por exemplo, quem vai comprar um shampoo pode levar um condicionador junto, com desconto. Assim, o cliente sente que está ganhando algo, e você vende mais.

Essa estratégia também é ótima para introduzir produtos novos ou menos populares, "puxando” junto com os campeões de venda. Mas, claro, o desconto tem que ser pensado para não comprometer a margem.

3. Preço dinâmico: adaptar-se ao mercado

Se você tem uma loja online ou até mesmo física, sabe que o mercado não para. Preço dinâmico é ajustar os valores de acordo com a demanda, estoque e até o comportamento do consumidor. Parece complicado, mas hoje existem ferramentas que fazem isso automaticamente — como o Precifica ou o Nuvemshop, que ajudam a monitorar e ajustar preços em tempo real.

Por exemplo, em épocas de alta demanda, como Black Friday ou Natal, pode ser interessante subir um pouco os preços; já em momentos de baixa, uma queda estratégica ajuda a manter o fluxo de caixa. O segredo aqui é ter dados — e muitos deles.

Como a concorrência interfere na sua estratégia de preço?

Olhar para o lado é fundamental. Se você vende o mesmo produto que a loja do outro quarteirão, não dá para cobrar o dobro, né? Por outro lado, sair numa guerra de preços pode ser um tiro no pé. A questão é: como se destacar sem brigar apenas pelo preço?

Uma boa saída é trabalhar o valor agregado. Isso quer dizer: oferecer algo a mais, seja no atendimento, na entrega, na embalagem ou até no pós-venda. O cliente pode até pagar um pouco mais se enxergar que está levando algo a mais do que só o produto em si.

E aqui vai uma dica quase óbvia, mas que muitos esquecem: monitorar a concorrência com frequência. Isso não significa copiar o preço deles, mas entender o que está acontecendo no mercado e ajustar sua estratégia para não ficar para trás.

Promoções e descontos: cuidado para não perder dinheiro

Quem não gosta de promoção? Sério, é difícil resistir a um desconto tentador. Mas a verdade é que, se não for bem planejada, a promoção pode acabar com sua margem de lucro rapidinho. Então, o que fazer?

  • Defina metas claras: quer atrair novos clientes? Girar estoque antigo? Aumentar o ticket médio? Cada objetivo pede um tipo diferente de promoção.
  • Controle a frequência: promoção demais vira rotina — e aí o cliente espera sempre por desconto, o que não é bom para ninguém.
  • Ofereça valor, não só preço: às vezes, um brinde ou uma condição especial no pagamento pode ser mais atraente que um desconto direto.


Ah, e não se esqueça de analisar o resultado depois. Isso é tão importante quanto a própria promoção, porque ajuda a entender o que funciona de verdade para o seu negócio.

Como a sazonalidade pode ser sua aliada na precificação

Se você trabalha com varejo, sabe que algumas épocas do ano são mais movimentadas: Natal, Dia das Mães, volta às aulas... A sazonalidade é um fator que pode (e deve) influenciar sua estratégia de preço.

Por exemplo, na alta temporada, a demanda aumenta e, geralmente, o consumidor está disposto a pagar um pouco mais. Já na baixa, talvez seja hora de oferecer condições mais atraentes para manter o fluxo. É aquela velha história do sobe e desce — quem conhece, sabe aproveitar.

Sabe o que é curioso? Muitas vezes, a gente nem percebe que o preço pode "dançar” conforme o calendário, mas isso acontece o tempo todo. E isso vale tanto para produtos sazonais, quanto para itens que giram o ano todo, mas com picos de procura.

O que não fazer na hora de definir preços

Claro, existem algumas armadilhas clássicas que todo varejista deve evitar, a menos que queira ver o lucro indo por água abaixo.

  • Não ignorar os custos: já falei disso, mas vale reforçar — não dá para vender no chute.
  • Não copiar a concorrência cegamente: o que funciona para um pode não funcionar para você.
  • Não esquecer do cliente: precificar só pensando no lucro e esquecendo do público pode afastar quem realmente importa.
  • Não confundir preço baixo com venda garantida: às vezes, menos é mais, mas nem sempre.


Em resumo, precificar exige equilíbrio, conhecimento e, acima de tudo, atenção constante ao que acontece na sua loja e no mercado.

Ferramentas que facilitam a vida na hora de precificar

Hoje em dia, a tecnologia está aí para ajudar — e muito. Desde planilhas simples até softwares completos, existem várias opções para dar aquela mão na hora de definir preços.

Vou citar algumas que estão fazendo sucesso no varejo:

  • Precifica: ótimo para quem quer um sistema automatizado de precificação dinâmica;
  • Omnizee: ajuda a analisar o mercado e sugerir preços competitivos;
  • Nuvemshop: além de plataforma de e-commerce, oferece ferramentas integradas para gestão de preços e promoções;
  • Excel ou Google Sheets: para quem prefere algo mais manual, mas ainda assim eficiente e personalizável.


O importante é escolher o que melhor se encaixa na sua rotina e no tamanho do seu negócio, sem complicar demais.

Então, qual o segredo para precificar e aumentar o lucro?

Olha, se tivesse uma fórmula mágica, todo mundo já estaria rico, né? Mas o que dá para dizer com certeza é que precificar bem é entender o seu negócio, o seu cliente e o mercado como um todo. É ser flexível, atento e, claro, estratégico.

Sabe de uma coisa? Às vezes, é melhor começar pequeno, testar preços diferentes, observar os resultados e ir ajustando. Não precisa sair mudando tudo de uma vez — isso só confunde o cliente e bagunça sua própria cabeça.

No final, o que vale é lembrar que preço não é só um número. É uma conversa que você tem com seu cliente, dizendo: "Olha, vale a pena comprar comigo”. E essa conversa, quando feita com cuidado, pode levar seu varejo para outro patamar.

Então, bora cuidar desse detalhe que, no fim das contas, faz toda a diferença?